Publicado em

É sobre isso…

Sobre isso o que? Sobre o que pouco se fala ou nada se diz, se esconde não sabemos onde, aonde, em algum lugar. Do que falamos afinal? Do futuro da nossa gente atípica cujas famílias sentem arrepio até de pensar.

É sobre isso…

Como chegar lá sem planejar?

Dá não, né? Dá não! Tem que ter atitude, planejamento e muita vontade, já que a idade chega pra todo mundo. O que fazer, então?

É sobre isso…

Sobre buscar um responsável, sobre organizar a vida de quem se tutela para que ela não venha a se tornar um problema. Pro-ble-ma?

É sobre isso…

É sobre saber que ninguém é eterno e que até o próximo mais próximo talvez não tenha se preparado para o que o futuro há de lhe entregar.

Lidar com a diferença não é nada fácil, cuidar dá trabalho! Zelar por um adulto atípico requer paciência, resiliência e exige bastante do cuidador.

Receita para o melhor caminho? Tem que encarar de frente e se organizar. Receita tipo as instagramáveis que encontramos nas redes sociais não temos, mas vamos deixar uma dica por aqui.

Sobre isso que se chama encarar de frente

Tem que lutar para ir além da cegueira, ensaiar a atitude certeira de seguir um planejamento estratégico.

Estratégia não dispensa carinho, sentimento ou mesmo renúncia. Renunciar também não dispensa amor próprio e autocuidado.

E nesse combo de preparo, há que se lembrar das humanidades que sentimos e que um dia sonhamos para nós.

É sobre isso…

Há quem se sinta insubstituível e justamente para essas criaturas é muito bom saber que ninguém o é. Isso mesmo, por vezes pensamos que o nosso modo de encaminhar as coisas é o ideal, embora lá no fundo saibamos que na tarefa de idealizar nos perdemos e nos confrontamos com o possível.

Então, aqui vai a dica, comece [estrategicamente] a pensar no que é possível. O resto deixe para quem vai seguir adiante no cuidado com seu ente atípico.

Afinal, tudo passa, tudo sempre passa.